Conheça a história do mestre vivo.

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segunda-feira, 18 fevereiro 2019
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Músico e compositor, Levino Ferreira da Silva nasceu em Bom Jardim, Agreste pernambucano, a 02 de dezembro de 1890, onde ainda criança começou a carreira de músico, tocando trompa na banda do maestro Tadeu Ferreira.
Aos 22 anos, já era regente. Aos 45, mudou-se para o Recife, tendo participado da Orquestra da Rádio Clube de Pernambuco e da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR), onde foi fagotista sob a regência do maestro Vicente Fittipaldi.

Faleceu no Recife, 09 de janeiro de 1970, deixando uma extensa obra da qual constam frevos, maracatus, peças folclóricas e religiosas.

Foi um dos maiores compositores de frevo que Pernambuco conheceu.

Dentre os seus grandes frevos-de-rua estão: Último dia, A cobra está fumando, Alegria de Pompéia, Amália no frevo, Comendo fogo, Dança do cavalo-marinho, Diabinho de saia, Diabo solto, Entra na fila, Gracinha no frevo, Lágrima de folião, Lá vai tempo, Mexe com tudo, Não adianta chorar, Papa-fila, Retalhos de saudade, Satanás na onda, Última troça, Vassourinhas está no Rio.

Trajetória de vida: Aos oito anos de idade começou a apresentar-se na banda do maestro Tadeu, tocando trompa. Mais tarde aprendeu a executar outros instrumentos de sopro e todos os instrumentos da banda, passando a substituir automaticamente qualquer componente que faltasse aos ensaios ou apresentações.

Em 1910, aos 20 anos de idade e já reconhecido como exímio instrumentista, transferiu-se para a cidade de Queimados, atualmente Orobó, também no Agreste do Estado, para assumir o cargo de mestre da banda da cidade. Atuou ainda na mesma década, como mestre da banda Vinte e Dois de Setembro, recebendo em decorrência disso diversos convites para organizar e dirigir bandas em cidades do interior pernambucano. Nesse período começou a compor músicas para o carnaval, embora não apresentasse ainda as influências do frevo.

Em 1919, fez sua primeira viagem a Recife. Durante toda a década de 1920 e até meados da década seguinte, percorreu diversas cidades do interior pernambucano, apresentando-se em festas e dirigindo bandas, como a de Limoeiro.

Já no começo da década de 1930, suas composições começaram a se tornar conhecidas em Recife, uma vez que eram editadas pela Casa de Música Azevedo Júnior. Em 1935, aos 45 anos, a convite do maestro Zumba, mudou-se para Recife. No mesmo ano, teve seu frevo “Satanás na onda” escolhido como vencedor do Concurso de Frevos do Recife, sendo, em seguida, gravado pela Orquestra Odeon.

Seus frevos passaram a ser cantados por quase todos os blocos e clubes carnavalescos da capital de Pernambuco. Passou a ser conhecido como Maestro Vivo.

Em 1937, teve sua composição “Diabinho de saia” gravada para o carnaval pela Orquestra Diabos do Céu.

Trabalhou em diversas rádios recifenses, fazendo parte da Orquestra da Rádio Clube de Pernambuco e da Orquestra Sinfônica do Recife. Integrou ainda o conjunto Ladário Teixeira, do maestro Felinho, como saxofonista e trompetista.

Em 1946 teve o frevo “Entra na fila” gravado por Zaccarias e sua orquestra.

Em 1951, ingressou na Rádio Tamandaré, onde foi chefe de orquestras e conjuntos.

Em 1964, no I Congresso do Frevo, realizado na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, recebeu um diploma de honra ao mérito.

Em 1970, ano de seu falecimento, a prefeitura do Recife e a Empresa Metropolitana de Turismo criaram o Troféu Levino Ferreira, destinado a homenagear os clubes sociais de Recife. Em 1971, recebeu postumamente a Medalha do Mérito da Cidade de Recife.

Além dos frevos, compôs valsas, dobrados, maracatus, choros e música sacra. Na música erudita, sua maior obra é a “Dança do cavalo-marinho”, composta para a Orquestra Sinfônica do Recife e conhecida internacionalmente, tendo sido executada na França e na Inglaterra.

Entre diversos instrumentos, tocava também clarineta e pistom. Foi escolhido pelos fundadores do Centro da Música Carnavalesca de Pernambuco como patrono do Museu do Frevo que recebeu o seu nome.

CultFm

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